segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
Refexão do 1ºPerído
Este 1ºPeríodo foi muito bom e muito engraçado. Gostei muito das matérias dadas. Mas, a minha favorita foi trabalhar neste blogue, foi uma experiência produtiva e muito divertida.
sábado, 3 de dezembro de 2016
Estrutura da Terra
Estrutura da Terra
Antigo
modelo
O
antigo modelo da estrutura da Terra divide-a em três camadas com o mesmo centro:
Crosta ou Crusta, Manto e Núcleo
Crosta ou Crusta, Manto e Núcleo

Através
de vários métodos, chegou-se à conclusão que no interior da Terra existiam
diferentes tipos de material, quer na constituição quer no estado físico dos
materiais. Se os materiais e estados físicos fossem os mesmos, não teria havido
necessidade de separar a Terra em várias camadas, existiria apenas uma.
Profundidades das camadas:
Crosta - 0 aos 30 km;
Manto - 30 aos 2900 km;
Núcleo - 2900 aos 6371 km.
Temperatura das camadas:
Temperatura das camadas:
Crosta - 22 - 900ºC;
Manto - 900-4000ºC;
Núcleo - 4000ºC-5000ºC
Constituição das camadas: (as diferentes constituições justificam a separação da Terra em três camadas).
Crosta: é rochosa e é essencialmente
constituída por materiais alumínio-silicatados (minerais formados à base de
Silício e Alumínio).
Manto: é formado à base de materiais
silicatados.
Núcleo: Formado por materiais muito densos, essencialmente Níquel e Ferro.
Núcleo: Formado por materiais muito densos, essencialmente Níquel e Ferro.
Novo
Modelo da Estrutura da Terra
Neste
modelo a Terra está dividida em 6 camadas:
Crosta oceânica; crosta continental; manto superior, manto inferior, núcleo externo e interno
Crosta oceânica; crosta continental; manto superior, manto inferior, núcleo externo e interno

Profundidades das camadas:
Crosta oceânica - 0 aos 12 km;
Crosta Continental - 0 aos70 km;
Manto Superior - 30 aos
700 km;
Manto Inferior - 700 aos 2900 km;
Núcleo Externo - 2900 aos 5150 km;
Núcleo Externo - 2900 aos 5150 km;
Núcleo Interno - 5150 aos
6371 km;
Estado Físico dos Materiais:
Crosta oceânica - sólida;
Crosta Continental - sólida;
Crosta oceânica - sólida;
Crosta Continental - sólida;
Manto Superior -
"pastoso" (entre
o sólido e o líquido);
Manto Inferior - sólido:
Núcleo Externo - líquido;
Núcleo Interno - sólido;
Manto Inferior - sólido:
Núcleo Externo - líquido;
Núcleo Interno - sólido;
A
profundidade das camadas sabe-se através do comportamento das ondas sísmicas.
As ondas sísmicas mudam bruscamente de velocidade assim que encontram materiais
diferentes e/ou com diferente estado físico. Com a tecnologia atual, e porque
as ondas sísmicas atravessam todo o globo, sabe-se exatamente a que
profundidade elas mudam de comportamento. Assim, a primeira mudança ocorre aos 30Km
de profundidade e outra ocorre aos 2900Km (existem ainda outras intermédias).
A estas zonas de mudança de comportamento das ondas sísmicas dá-se o nome de Descontinuidade Terrestre. A primeira descontinuidade que se localiza a 30 km, chama-se Descontinuidade de Mohorovicic a que se localiza a 2900Km, chama-se Descontinuidade de Gutenberg.
A estas zonas de mudança de comportamento das ondas sísmicas dá-se o nome de Descontinuidade Terrestre. A primeira descontinuidade que se localiza a 30 km, chama-se Descontinuidade de Mohorovicic a que se localiza a 2900Km, chama-se Descontinuidade de Gutenberg.
Modelo Atual da Estrutura da Terra
Este modelo mais actual divide a Terra em esferas. Este modelo aparece para justificar a ocorrência de sismos a 150km de profundidade e também aí foi descoberta uma outra descontinuidade.
Os sismos, têm a sua origem nas camadas rochosas. Se a crosta, local onde existem as rochas, vai no máximo até aos 70km de profundidade como é que há sismos com origem a 150km, uma vez que estes só se dão em rochas. Chegou-se então à conclusão que as rochas chegavam então aos 150 km.
O modelo anterior mantêm-se válido, o que aconteceu é que se "acrescentou" uma nova camada, A Litosfera, Lito significa rocha, a Litosfera significa a esfera das rochas. Esta camada vai dos 0 aos 100Km e a Crosta continua a ser dos 0 aos 30Km. A descontinuidade de Mohorovicic, continua a existir, o que significa que existe uma mudança dos materiais aos 30Km. Assim, a existência da Crosta continua a fazer sentido.
A camada seguinte engloba parte do antigo manto superior. O manto superior vai dos 30 aos 700Km e a nova camada, a Litosfera vai dos 0 aos 100Km.
Esta camada, vai da Litosfera até ao fim do manto superior, ou seja dos 100 aos 700Km de profundidade, isto para alguns cientistas, para outros, esta camada vai dos 100 aos 300-350Km de profundidade. Chama-se a esta nova camada a Astenosfera. Esta camada encontra-se no estado pastoso, é plástica, é ai que se encontra o magma (mistura silicatada provida de mobilidade), material responsável pelo dinamismo interno do Planeta (sismos e vulcões - embora ocorram na Litosfera estão directamente relacionados com a Astenosfera).
Ao restante Manto dá-se o nome de Mesoesfera.
Ao Núcleo (externo e interno) dá-se o nome de Endosfera.
Resumindo, este novo modelo divide a Terra em várias esferas, da mais exterior para o interior:
Litosfera; Astenosfera; Mesoesfera; Endosfera.

Profundidades:
Litosfera - dos 0 aos 100 km;
Astenosfera - dos 100 aos 350 km e para outros dos 150 aos 300-350 km;
Mesosfera - da Astenosfera até ao fim do Manto inferior: 350 aos 2900 km;
Endosfera - dos 2900 aos 6371 km;
Litosfera - dos 0 aos 100 km;
Astenosfera - dos 100 aos 350 km e para outros dos 150 aos 300-350 km;
Mesosfera - da Astenosfera até ao fim do Manto inferior: 350 aos 2900 km;
Endosfera - dos 2900 aos 6371 km;
Idade Relativa
IDADE RELATIVA
São as rochas
sedimentares que estão na base da datação relativa. Avalia-se a idade das formações
geológicas relacionando-se com outras formações tendo em conta
vários princípios.
Para este método de datação, os fósseis de
idade são muito importantes assim como há que ter em conta o princípio de
sobreposição, o princípio da identidade paleontológica, o princípio da
intercepção e o princípio da inclusão.
·
As rochas têm a mesma idade dos fósseis que
contém.
·
Um fóssil
de idade corresponde a seres que viveram um curto espaço de tempo
geológico e que tiveram uma grande distribuição geográfica.
·
Princípio de
sobreposição: a camada que está por baixo é sempre mais antiga que a
que está por cima desde que não haja deformações geológicas (dobras e falhas
que podem causar inversões de camadas).
·
Princípio da identidade paleontológica: estratos que contenham o
mesmo tipo de fósseis, tiveram a sua origem em ambientes semelhantes (fóssil de
fácies - carateriza o ambiente de formação da rocha).
·
Princípio da intercepção:
Todas as estruturas que intersetam formações (intrusões magmáticas, falhas) são
mais recentes.
·
Princípio da inclusão: Um fragmento que incorpora num outro é
mais recente.
Tipos de fósseis
Processos
de fossilização
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Incrustação – Ocorre quando substâncias trazidas
pelas águas que se infiltram no subsolo e se depositam em torno do ser revestindo-o.
Os materiais mais comuns são calcite, pirite, limonite e sílica.
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Mineralização – Ocorre
quando substâncias minerais são depositadas em cavidades (ossos e troncos). É
assim que se forma a madeira petrificada.
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Recristalização - Ocorre quando se dá um rearranjo
da estrutura de um mineral, dando-lhe mais estabilidade, (a transformação de
aragonite em calcite).
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Carbonização ou Incarbonização - Ocorre quando há perda de
substâncias voláteis restando uma película de carbono. É mais frequente nos
restos de seres vivos contendo quitina, celulose ou queratina.
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Mumificação - ocorre quando o ser vivo ficou
aprisionado em âmbar ou em gelo. Devido ao âmbar (resina) e ao gelo, o ser
vivo conserva as suas partes moles, dando-nos informações preciosas acerca do
ser vivo. O ser neste tipo de fossilização fica conservado, apresenta apenas
alterações mínimas na sua composição.
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Moldagem - Resulta do preenchimento interno
das partes duras do ser vivo por sedimentos, ou da moldagem da parte externa
das partes duras do ser vivo. Para se ter a noção real do ser vivo é
necessário ter o molde e o contra molde.
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Marca ou impressão - Ocorre quando a conservação de vestígios dos seres
vivos (pegadas, marcas de folhas); A figura seguinte mostra a impressão de
folhas num xisto, a que se juntou, para comparar as folhas reais de uma
planta da mesma espécie que ainda vive nos nossos dias .
|
Fósseis de
idade
Fósseis de idade possuem como características a ampla distribuição geográfica e terem durado durante pouco tempo, isto é, são constituídos por formas que tiveram período de grande expansão geográfica mas experimentaram evolução biológica rápida, de modo que apenas se encontram em pequena espessura de sedimentos e faltam totalmente nos que se lhes sobrepõem e nos que lhes estão subjacentes;
Fósseis de idade possuem como características a ampla distribuição geográfica e terem durado durante pouco tempo, isto é, são constituídos por formas que tiveram período de grande expansão geográfica mas experimentaram evolução biológica rápida, de modo que apenas se encontram em pequena espessura de sedimentos e faltam totalmente nos que se lhes sobrepõem e nos que lhes estão subjacentes;
Fósseis de fácies
Fósseis de fácies, estes são os que fornecem indicações, quer quanto ao meio em que viveram, como, as formas vivas de que derivaram, quer quanto às condições de formação dos terrenos que os contêm.
Fósseis de fácies, estes são os que fornecem indicações, quer quanto ao meio em que viveram, como, as formas vivas de que derivaram, quer quanto às condições de formação dos terrenos que os contêm.
Trilobite é um fóssil característico
(de idade e de fácies)quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
Fósseis
Os Fósseis
Os
fósseis são as únicas impressões de animais e plantas que existiram há milhões
de anos. É considerado fóssil todo o resto ou vestígio de ser vivo preservado
ao longo dos tempos geológicos como parte integrante das rochas sedimentares;
geralmente ficam preservados as estruturas mais resistentes do animal ou
planta, as chamadas partes duras (conchas, ossos).A passagem de um ser orgânico para o estado de fóssil é a transformação
da sua matéria viva num resto de mineral, chama-se fossilização.
Os fósseis já são recolhidos e conhecidos desde o século XII, quando se iniciou a especulação sobre a sua origem. Em 1677, os fósseis eram considerados o produto de alguma virtude plástica extraordinária existente na Terra, nos locais em que eram encontrados. Estas curiosas rochas que lembravam folhas, ossos, conchas marinhas, ter-se-iam formado por uma força do interior do planeta ou seriam restos de organismos animais e vegetais que um dia haviam existido. E se um dia viveram, como é que estas conchas marinhas chegaram ao local onde se encontram, muito longe do mar ou no topo das montanhas. Só no início do século XIX estas questões foram resolvidas.
A fossilização resulta
da acção combinada de processos físicos, químicos e biológicos. Para que ocorra
a fossilização são necessárias algumas condições, como o ser ou vestígio do
ser, ter de ser de imediato enterrado e guardado do meio. Também influenciam na
formação dos fósseis o modo de vida do animal e a composição química do seu
esqueleto.
Por vezes os fósseis não são restos de um ser vivo, mas somente a marca que eles deixaram na rocha, neste caso chamam-se vestígios. Se uma concha é preenchida e totalmente recoberta por sedimento, que mais tarde se dissolveu, vai ficar no material que a preencheu um molde interno, e no material que a recobriu, um molde externo. São também considerados de vestígios pegadas deixadas por animais (icnofósseis, excrementos, marcas de dentadas).
Condições necessárias para a existência de vida na Terra
Condições
que tornam possível a existência de vida na Terra
·
Distância ideal da Terra ao Sol.
O Sol dista da Terra cerca de 144 milhões de km. Um raio de Sol leva 8
minutos a chegar à Terra.A Terra está a uma distância ideal do Sol. Nem
demasiado perto, permitindo assim, a Terra ter atmosfera, nem demasiado longe,
permitindo à Terra ter temperaturas (média
22ºC) ideais para a existência de vida.
·
A existência da camada de ozono que filtra os raios e de uma Atmosfera com oxigénio e dióxido de Carbono
A temperatura média da Terra anda na ordem dos 22ºC. Esta temperatura,
deve-se em parte, à distância ideal entre a Terra e o Sol mas também à
existência de um atmosfera filtradora, rica em oxigénio e dióxido de carbono. Vénus
é um planeta com atmosfera que absorve os raios do Sol e não permite que estes
saiam do planeta, fazendo o efeito de estufa. Vénus é o segundo planeta mais
perto do Sol, o mais quente do Sistema Solar. Pensa-se que a atmosfera
primitiva da Terra era muito semelhante à atmosfera actual de Vénus. Pensa-se
também que a continuar com o aumento do nível de poluição, a atmosfera da Terra
voltará a ser como dantes. A existência de uma atmosfera rica em dióxido de
carbono e de oxigénio está relacionada com a fotossíntese.
·
A existência de substâncias químicas que permitem a reprodução e
adaptação dos seres vivos a vários ambientes.
A diferença dos seres vivos e os
seres inanimados está exactamente nestas substâncias orgânicas e na sua
organização e são exclusivas dos seres vivos. Estamos a falar de substâncias como
as proteínas, os glícidos, os lípidos. E também já deves ter ouvido falar no
Código Genético, aquele código complexo que permite que sejas semelhante aos
teus pais.
·
A existência de água no estado líquido.
A água é
fundamental para a existência de vida, aliás a vida começou na Água. A água faz
parte da composição de todos os seres vivos numa grande percentagem. As nossas
células só trabalham em presença de água. A água tem realmente um papel
fundamental na existência de vida. Sem água não existiria vida.
Aparecimento de vida na Terra
Aparecimento de vida na Terra
No início da formação da Terra e dos outros planetas o
material que os constituía estariam num estado fundido. A solidificação do
material derretido aconteceu enquanto a Terra começou a arrefecer.
Por algum tempo a superfície da Terra mudou do fundido a sólido (começou a formar-se a crosta).
As rochas mais antigas datam de 3,8 biliões de anos, no entanto a Terra tem cerca de 4,6 biliões de anos. A erosão e as falhas ou sismos destruíram provavelmente toda a rocha mais antiga que 3,8 biliões de anos.
A Terra estava ainda em fase de arrefecimento. A crosta terrestre era frágil e os fenómenos de vulcanismo e os bombardeamentos frequentes tornaram-na ainda mais. Com o arrefecimento da Terra, parte da água trazida à superfície pelas erupções vulcânicas condensou-se e choveu durante muito tempo e formou os mares primitivos (hidrosfera).
As tempestades constantes, e a própria atmosfera primitiva que não protegia a Terra dos raios ultravioletas, foram a fonte de energia para ocorrerem transformações nas substâncias existentes na água e começaram-se a formar moléculas orgânicas (semelhantes às proteínas, estas agruparam-se e formaram os coacervados e deles os seres vivos.
Por algum tempo a superfície da Terra mudou do fundido a sólido (começou a formar-se a crosta).
As rochas mais antigas datam de 3,8 biliões de anos, no entanto a Terra tem cerca de 4,6 biliões de anos. A erosão e as falhas ou sismos destruíram provavelmente toda a rocha mais antiga que 3,8 biliões de anos.
A Terra estava ainda em fase de arrefecimento. A crosta terrestre era frágil e os fenómenos de vulcanismo e os bombardeamentos frequentes tornaram-na ainda mais. Com o arrefecimento da Terra, parte da água trazida à superfície pelas erupções vulcânicas condensou-se e choveu durante muito tempo e formou os mares primitivos (hidrosfera).
As tempestades constantes, e a própria atmosfera primitiva que não protegia a Terra dos raios ultravioletas, foram a fonte de energia para ocorrerem transformações nas substâncias existentes na água e começaram-se a formar moléculas orgânicas (semelhantes às proteínas, estas agruparam-se e formaram os coacervados e deles os seres vivos.
Na época que estes primeiros organismos apareceram não
havia nenhum oxigénio livre, mas uma "atmosfera" composta de metano,
gás carbónico, hidrogénio e enxofre. A atmosfera da Terra não era muito
diferente da atmosfera presente em Vénus.
Os micro-organismos deste período utilizaram metano ou hidrogénio no lugar do oxigénio no metabolismo (trabalho celular), estes eram organismos de metabolismo anaeróbico (sem oxigénio).
O que os
primeiros serem vivos fizeram foi o maior milagre que o nosso mundo já
presenciou. Eles utilizavam a luz solar e produziam oxigénio a partir da
fotossíntese. Sem eles, a continuação de vida teria sido impossível, pois foram
os responsáveis principais da mudança da composição atmosférica para a actual.
Na época estes seres eram formas extremamente primitiva de algas, parecidas às
Algas azuis-verdes modernas. Os micro-organismos deste período utilizaram metano ou hidrogénio no lugar do oxigénio no metabolismo (trabalho celular), estes eram organismos de metabolismo anaeróbico (sem oxigénio).
Essas algas azuis-verdes cresceriam frequentemente como grandes tapetes e formariam estruturas conhecidas como estromatólitos, existentes ainda hoje na Austrália.
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
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