segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Teoria da Deriva Continental e Teoria da Tectónica de Placas



Deriva continental


Alfred Wegener era especializado em geografia mais propriamente na climatologia. Este senhor em 1912 criou a Teoria da Deriva Continental.


Então, a deriva continental consiste em quê?, consiste na teoria de que os continentes antigamente estavam todos juntos formando um super continente a PANGEA e um super oceano à volta a PANTALASSA, o que implicaria a existência de um movimento de continentes, dado que atualmente os continentes estão afastados uns dos outros.





Esta, teoria foi muito debatida pelos cientistas por todo o mundo, por isso, Alfred Wegener precisava de argumentos para essa teoria:

Argumentos Morfológicos- Os contornos do continente africano e sul-americano encaixam na perfeição.




Argumentos Geológicos- as rochas no local de encaixe destes 2 continentes, têm a mesma idade e são a mesma rocha.


Argumentos Paleontológicos- Fósseis iguais de plantas e de animais encontravam-se em todos os continentes.


Argumentos Paleoclimáticos- depósitos glaciares podem ser encontrados em regiões com climas tropicais e subtropicais.



Com o avanço da tecnologia novos conhecimentos apareceram que permitiram dar razão ao Alfred Wegener como por exemplo o conhecimento dos fundos oceânicos e o magnetismo existente nas rochas.

A ciência está sempre associada ao avanço da tecnologia e esta, por sua vez, ao avanço da ciência. Foi necessário descobrir-se o Sonar para conhecer os fundos oceânicos. A teoria da Tectónica de placas divide a terra em placas litosférica que se movimentam por cima da astenosfera.          
O mecanismo responsável pelo movimento das placas é as correntes geradas no magma (as correntes de convecção). Os materiais da astenosfera encontram-se num estado intermédio entre o líquido e o sólido e como se encontram a altas temperaturas geram-se movimentos nos materiais.


No rifte o magma ascende e empurra as placas para fora, é o local de formação de crosta oceânica. Na fossa oceânica, a crosta oceânica é destruída, dado que os materiais desta crosta são mais densos, e a crosta mergulha por baixo da continental. Uma das provas que o rifte é uma zona de construção de crosta oceânica é o estudo do paleomagnetismo (campo magnético da Terra ao longo dos tempos) nas rochas do rifte.


Teoria tectónica de placas


A Teoria da tectónica de placas é uma continuação da Teoria da Deriva Continental, mas esta relata que a listofera está fragmentada em 8 placas:
·         Placa da Antártida.
·         Placa Indo-Australiana.
·         Placa Placa Arábica.
·         Placa do Pacífico.
·         Placa Euro-asiática.
·         Placa Nazca.
·         Placa Norte-Americana.
·         Placa Sul-Americana.

Quando as duas placas se afastam, estamos na presença de um limite divergente. Este tipo de limite ocorre ao nível dos riftes e é uma consequência da ascensão do magma que se expande lateralmente, arrefecendo e dando origem á formação de nova crusta, que constitui o fundo oceânico.
No caso de aproximação relativa das duas placas, diz-se que o limite é convergente. Neste tipo de contacto, uma das placas ( a mais densa) mergulha por baixo  da outra, sendo reciclada. Este processo designa-se por subducção e é responsável pela formação de cadeias montanhosas, de uma grande depressão – fossa – de grande atividade sísmica e de atividade vulcânica.
No caso de ambas as placas possuírem a mesma densidade, por exemplo, duas placas continentais, não há subducção, mas sim a formação de cadeias montanhosas.


No caso em que 2 placas não sofrem aproximação ou afastamento relativo, o limite diz-se transformante: não ocorre formação nem destruição de crusta. Neste tipo de limite, as placas deslocam-se lateralmente. Este movimento é característico das falhas transformantes que intersetam transversalmente os riftes, podendo ser encontrados em contextos diferentes. 


A deriva dos continentes atualmente é uma teoria aceita por a maioria dos geólogos, o que permite compreender fenómenos como a formação de cadeias montanhosas, distribuição de sismos e de vulcões e a existência de jazigos minerais.