sábado, 11 de fevereiro de 2017

Falhas

Falhas
As falhas são estruturas geológicas com materiais frágeis, ou seja, materiais que submetidos a forças externas não conseguem manter-se na sua própria forma e dobram-se.

Já sabes que os sismos correspondem à libertação de energia que ocorre assim que há ruptura do material no interior. Também sabes a causa dessa ruptura, deve-se à existência do material que constitui a astenosfera, o magma.



Mas como é que o material rochoso se parte e dá origem aos sismos? O material rochoso vai sofrendo pressões(forças compressivas ou distensivas). Se as pressões forem bruscas o material rochoso fractura e origina uma falha (sismo).

Uma Falha é uma fractura com movimento e consoante esse movimento, os geólogos podem afirmar se o material rochoso sofreu compressão ou distensão.

Tipos de falhas

 Forças distensivas



Forças compressivas





Força de desligamento




Paisagens formadas por falhas
A paisagem formada por falhas sucessivas chama-se horst (zona elevada) e graben (zona deprimida).



Dobras


As rochas estão sujeitas a pressões permanentes, se estas forem constantes, compressivas e ao longo do tempo, podem formar dobras. As rochas tem a capacidade de se deformarem (sem partirem - originando as dobras), até um certo limite, após esse limite de plasticidade as rochas fracturam-se (originado as dobras-falhas).

Tem de haver aquecimento nas rochas para elas ficarem maleáveis, as rochas como estão quentes "moldam-se" até um certo limite, após ultrapassar esse limite, as rochas fracturam-se (formam falhas), dando origem a sismos.

Quando estás a dobrar a régua, estás a simular a pressão exercida nos materiais rochosos, em profundidade. Quando a régua se parte, estás a simular a rutura do material, ou seja a falha, e consequentemente o sismo.

Há vários tipos de dobras: 
·         Dobra anticlinal e sinclinal (dobra deitada anticlinal/sinclinal);
·         Dobra-falha.




Quando as forças compressivas não são iguais dos dois lados dos flancos, as dobras inclinam-se e formam as dobras deitadas.



CONSTITUIÇÃO DAS DOBRAS: plano axial da dobra, flancos, charneira.

Flancos são os planos inclinados da dobra.

Charneira é a "linha" que separa os dois flancos.

Plano axial é o plano que separa os dois flancos.



Uma hipótese da Evolução de uma Paisagem com dobras:


As camadas depositam-se, dobram e formam um anticlinal e um sinclinal, a erosão começa a atuar, para a erosão e depositam-se novas camadas. Camadas sub-verticais da Praia Grande que constituem o flanco norte do anticlinal formado pela instalação da Serra de Sintra (onde estão as pegadas de dinossauros).

Paleomagnetismo

Paleomagnetismo

O material vulcânico dos fundos oceânicos é constituído por basalto. O basalto é uma rocha com minerais ferromagnesianos, estes materiais são atraídos pelo campo magnético da Terra (a prova é que te podes orientar com uma bússola). Quando o material solidifica, os minerais magnéticos ficam com uma determinada orientação.



O campo magnético muda ao longo dos tempos. Analisando as rochas nos dois lados do rifte, encontram-se rochas com a mesma orientação dos dois lados do rifte e aproximadamente à mesma distância. Isto prova que a crosta oceânica nas zonas do rifte está a crescer. As rochas mais antigas são as que se encontram mais afastadas do rifte, junto à crosta continental.


Morfologia dos fundos oceânicos

                                                      Morfologia dos fundos oceânicos

Na 2ª Guerra Mundial Com os submarinos alemães os ingleses e franceses tiveram a necessidade de construir uma máquina chamada de sonar que detetava os submarinos. Apartir daí os cientistas com essa máquina começaram a detetar a profundidade dos fundos oceânicos. Com essa experiência os cientistas descobriram que os fundos oceânicos não eram planos.

Elementos do fundo oceânico:

Plataforma continental- Zona pouco inclinada com cerca de 2Km de extensão e 200m de profundidade. Faz parte da crosta continental e é onde vivem a maioria das espécies marinhas.

Talude continental - Zona muito íngreme, limite da crosta continental, vai dos 150m em média aos 4km de profundidade.

Planície abissal - Zona plana que constitui cerca de 2/3 da crosta oceânica.

Dorsal médio-oceânica - Grandes cadeias montanhosas localizadas sensivelmente a meio da crosta oceânica. Formadas a partir do rifte, por acumulação de lava. O único local à superfície onde aflora a Dorsal é na Islândia.

Rifte - Vale localizado entre as dorsais, corresponde ao vulcanismo do tipo fissural. Zona responsável pela formação de nova crosta oceânica.



Fossa Oceânica - Localiza-se nos limites das placas litosféricas oceânica e continental (talude continental/planície abissal). Zona responsável pela destruição da crosta oceânica.












segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Teoria da Deriva Continental e Teoria da Tectónica de Placas



Deriva continental


Alfred Wegener era especializado em geografia mais propriamente na climatologia. Este senhor em 1912 criou a Teoria da Deriva Continental.


Então, a deriva continental consiste em quê?, consiste na teoria de que os continentes antigamente estavam todos juntos formando um super continente a PANGEA e um super oceano à volta a PANTALASSA, o que implicaria a existência de um movimento de continentes, dado que atualmente os continentes estão afastados uns dos outros.





Esta, teoria foi muito debatida pelos cientistas por todo o mundo, por isso, Alfred Wegener precisava de argumentos para essa teoria:

Argumentos Morfológicos- Os contornos do continente africano e sul-americano encaixam na perfeição.




Argumentos Geológicos- as rochas no local de encaixe destes 2 continentes, têm a mesma idade e são a mesma rocha.


Argumentos Paleontológicos- Fósseis iguais de plantas e de animais encontravam-se em todos os continentes.


Argumentos Paleoclimáticos- depósitos glaciares podem ser encontrados em regiões com climas tropicais e subtropicais.



Com o avanço da tecnologia novos conhecimentos apareceram que permitiram dar razão ao Alfred Wegener como por exemplo o conhecimento dos fundos oceânicos e o magnetismo existente nas rochas.

A ciência está sempre associada ao avanço da tecnologia e esta, por sua vez, ao avanço da ciência. Foi necessário descobrir-se o Sonar para conhecer os fundos oceânicos. A teoria da Tectónica de placas divide a terra em placas litosférica que se movimentam por cima da astenosfera.          
O mecanismo responsável pelo movimento das placas é as correntes geradas no magma (as correntes de convecção). Os materiais da astenosfera encontram-se num estado intermédio entre o líquido e o sólido e como se encontram a altas temperaturas geram-se movimentos nos materiais.


No rifte o magma ascende e empurra as placas para fora, é o local de formação de crosta oceânica. Na fossa oceânica, a crosta oceânica é destruída, dado que os materiais desta crosta são mais densos, e a crosta mergulha por baixo da continental. Uma das provas que o rifte é uma zona de construção de crosta oceânica é o estudo do paleomagnetismo (campo magnético da Terra ao longo dos tempos) nas rochas do rifte.


Teoria tectónica de placas


A Teoria da tectónica de placas é uma continuação da Teoria da Deriva Continental, mas esta relata que a listofera está fragmentada em 8 placas:
·         Placa da Antártida.
·         Placa Indo-Australiana.
·         Placa Placa Arábica.
·         Placa do Pacífico.
·         Placa Euro-asiática.
·         Placa Nazca.
·         Placa Norte-Americana.
·         Placa Sul-Americana.

Quando as duas placas se afastam, estamos na presença de um limite divergente. Este tipo de limite ocorre ao nível dos riftes e é uma consequência da ascensão do magma que se expande lateralmente, arrefecendo e dando origem á formação de nova crusta, que constitui o fundo oceânico.
No caso de aproximação relativa das duas placas, diz-se que o limite é convergente. Neste tipo de contacto, uma das placas ( a mais densa) mergulha por baixo  da outra, sendo reciclada. Este processo designa-se por subducção e é responsável pela formação de cadeias montanhosas, de uma grande depressão – fossa – de grande atividade sísmica e de atividade vulcânica.
No caso de ambas as placas possuírem a mesma densidade, por exemplo, duas placas continentais, não há subducção, mas sim a formação de cadeias montanhosas.


No caso em que 2 placas não sofrem aproximação ou afastamento relativo, o limite diz-se transformante: não ocorre formação nem destruição de crusta. Neste tipo de limite, as placas deslocam-se lateralmente. Este movimento é característico das falhas transformantes que intersetam transversalmente os riftes, podendo ser encontrados em contextos diferentes. 


A deriva dos continentes atualmente é uma teoria aceita por a maioria dos geólogos, o que permite compreender fenómenos como a formação de cadeias montanhosas, distribuição de sismos e de vulcões e a existência de jazigos minerais.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Refexão do 1ºPerído

Este 1ºPeríodo foi muito bom e muito engraçado. Gostei muito das matérias dadas. Mas, a minha favorita foi trabalhar neste blogue, foi uma experiência produtiva e muito divertida.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Estrutura da Terra


Estrutura da Terra

Antigo modelo

O antigo modelo da estrutura da Terra divide-a em três camadas com o mesmo centro:
Crosta ou Crusta, Manto e Núcleo http://www.colegiovascodagama.pt/ciencias3c/images/est.gif

Através de vários métodos, chegou-se à conclusão que no interior da Terra existiam diferentes tipos de material, quer na constituição quer no estado físico dos materiais. Se os materiais e estados físicos fossem os mesmos, não teria havido necessidade de separar a Terra em várias camadas, existiria apenas uma.


Profundidades das camadas:

Crosta - 0 aos 30 km;

 Manto - 30 aos 2900 km;

Núcleo -  2900 aos 6371 km.


Temperatura das camadas:

Crosta - 22 - 900ºC;

Manto - 900-4000ºC;

Núcleo - 4000ºC-5000ºC

 

Constituição das camadas: (as diferentes constituições justificam a separação da Terra em três camadas).

Crosta: é rochosa e é essencialmente constituída por materiais alumínio-silicatados (minerais formados à base de Silício e Alumínio).

Manto: é formado à base de materiais silicatados.

Núcleo: Formado por materiais muito densos, essencialmente Níquel e Ferro.

 

Novo Modelo da Estrutura da Terra

Neste modelo a Terra está dividida em 6 camadas:
Crosta oceânica; crosta continental; manto superior, manto inferior, núcleo externo e interno


http://www.colegiovascodagama.pt/ciencias3c/images/ozono_8.jpg


Profundidades das camadas:

Crosta oceânica - 0 aos 12 km;
Crosta Continental - 0 aos70 km;
Manto Superior - 30 aos 700 km;
Manto Inferior - 700 aos 2900 km;

Núcleo Externo - 2900 aos 5150 km;
Núcleo Interno - 5150 aos 6371 km;
Estado Físico dos Materiais:

Crosta oceânica - sólida;

Crosta Continental - sólida;
Manto Superior - "pastoso" (entre o sólido e o líquido);

Manto Inferior - sólido:

Núcleo Externo - líquido;

Núcleo Interno - sólido;                                
A profundidade das camadas sabe-se através do comportamento das ondas sísmicas. As ondas sísmicas mudam bruscamente de velocidade assim que encontram materiais diferentes e/ou com diferente estado físico. Com a tecnologia atual, e porque as ondas sísmicas atravessam todo o globo, sabe-se exatamente a que profundidade elas mudam de comportamento. Assim, a primeira mudança ocorre aos 30Km de profundidade e outra ocorre aos 2900Km (existem ainda outras intermédias).
A estas zonas de mudança de comportamento das ondas sísmicas dá-se o nome de Descontinuidade Terrestre. A primeira descontinuidade que se localiza a 30 km, chama-se Descontinuidade de Mohorovicic a que se localiza a 2900Km, chama-se Descontinuidade de Gutenberg.


Modelo Atual da Estrutura da Terra

Este modelo mais actual divide a Terra em esferas. Este modelo aparece para justificar a ocorrência de sismos a 150km de profundidade e também aí foi descoberta uma outra descontinuidade.
Os sismos, têm a sua origem nas camadas rochosas. Se a crosta, local onde existem as rochas, vai no máximo até aos 70km de profundidade como é que há sismos com origem a 150km, uma vez que estes só se dão em rochas. Chegou-se então à conclusão que as rochas chegavam então aos 150 km.
O modelo anterior mantêm-se válido, o que aconteceu é que se "acrescentou" uma nova camada, A Litosfera, Lito significa rocha, a Litosfera significa a esfera das rochas. Esta camada vai dos 0 aos 100Km e a Crosta continua a ser dos 0 aos 30Km. A descontinuidade de Mohorovicic, continua a existir, o que significa que existe uma mudança dos materiais aos 30Km. Assim, a existência da Crosta continua a fazer sentido.

A camada seguinte engloba parte do antigo manto superior. O manto superior vai dos 30 aos 700Km e a nova camada, a Litosfera vai dos 0 aos 100Km.

Esta camada, vai da Litosfera até ao fim do manto superior, ou seja dos 100 aos 700Km de profundidade, isto para alguns cientistas, para outros, esta camada vai dos 100 aos 300-350Km de profundidade. Chama-se a esta nova camada a Astenosfera. Esta camada encontra-se no estado pastoso, é plástica, é ai que se encontra o magma (mistura silicatada provida de mobilidade), material responsável pelo dinamismo interno do Planeta (sismos e vulcões - embora ocorram na Litosfera estão directamente relacionados com a Astenosfera).
Ao restante Manto dá-se o nome de Mesoesfera.
Ao Núcleo (externo e interno) dá-se o nome de Endosfera.

Resumindo, este novo modelo divide a Terra em várias esferas, da mais exterior para o interior:

 Litosfera; Astenosfera; Mesoesfera; Endosfera.
 
http://www.colegiovascodagama.pt/ciencias3c/images/ozono_11.jpg
 
Profundidades:

Litosfera - dos 0 aos 100 km;

Astenosfera - dos 100 aos 350 km e para outros dos 150 aos 300-350 km;

Mesosfera - da Astenosfera até ao fim do Manto inferior: 350 aos 2900 km;

Endosfera - dos 2900 aos 6371 km;