quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Aparecimento de vida na Terra


Aparecimento de vida na Terra
No início da formação da Terra e dos outros planetas o material que os constituía estariam num estado fundido. A solidificação do material derretido aconteceu enquanto a Terra começou a arrefecer.
Por algum tempo a superfície da Terra mudou do fundido a sólido (começou a formar-se a crosta).
As rochas mais antigas datam de 3,8 biliões de anos, no entanto a Terra tem cerca de 4,6 biliões de anos. A erosão e as falhas ou sismos destruíram provavelmente toda a rocha mais antiga que 3,8 biliões de anos.
A Terra estava ainda em fase de arrefecimento. A crosta terrestre era frágil e os fenómenos de vulcanismo e os bombardeamentos frequentes tornaram-na ainda mais. Com o arrefecimento da Terra, parte da água trazida à superfície pelas erupções vulcânicas condensou-se e choveu durante muito tempo e formou os mares primitivos (hidrosfera).
As tempestades constantes, e a própria atmosfera primitiva que não protegia a Terra dos raios ultravioletas, foram a fonte de energia para ocorrerem transformações nas substâncias existentes na água e começaram-se a formar moléculas orgânicas (semelhantes às proteínas, estas agruparam-se e formaram os coacervados e deles os seres vivos.
Na época que estes primeiros organismos apareceram não havia nenhum oxigénio livre, mas uma "atmosfera" composta de metano, gás carbónico, hidrogénio e enxofre. A atmosfera da Terra não era muito diferente da atmosfera presente em Vénus.
Os micro-organismos deste período utilizaram metano ou hidrogénio no lugar do oxigénio no metabolismo (trabalho celular), estes eram organismos de metabolismo anaeróbico (sem oxigénio).
O que os primeiros serem vivos fizeram foi o maior milagre que o nosso mundo já presenciou. Eles utilizavam a luz solar e produziam oxigénio a partir da fotossíntese. Sem eles, a continuação de vida teria sido impossível, pois foram os responsáveis principais da mudança da composição atmosférica para a actual. Na época estes seres eram formas extremamente primitiva de algas, parecidas às Algas azuis-verdes modernas.
Essas algas azuis-verdes cresceriam frequentemente como grandes tapetes e formariam estruturas conhecidas como estromatólitos, existentes ainda hoje na Austrália.


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